Ao sabor dos cafés especiais

Ao sabor dos cafés especiais

Ele é o queridinho dos brasileiros, sim, estamos falando do café. Aquela bebida que não pode faltar, assim que nos levantamos, e durante os intervalos do expediente. O consumo do café não para de crescer no Brasil. Segundo dados recentes da ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café), cada brasileiro consome, em média, 6 quilos de pó por ano, ou 839 xícaras. E junto com ele, aumentou também, a produção do café especial. Ele passou para 15% nos últimos anos, de 5,2 milhões de sacas em 2015, para 8,5 milhões em 2017, indica a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA). Mas você já ouviu falar do café especial? Se não, falamos dele agora

Para quem não sabe, o café especial, seria o primo rico do café que tomamos todos os dias quando acordamos. 

O problema é que, se você tomar, nunca mais desejará trocá-lo pelo café tradicional. Simplesmente porque tudo no café especial é melhor, sabor, aroma, qualidade. 

Antes de explicar, como é o café especial, você precisa saber que os cafés são divididos em três categorias técnicas: O tradicional, o superior e o especial. Dependendo de uma série de avaliações, da qualidade de seus grãos, ele entra em uma ou outra categoria. 

A categoria é definida pela nota final de 0 a 10. O Tradicional, deve ser nota igual ou maior a 4,5 e inferior a 6. O Superior, nota igual ou maior a 6 e até 7,2; e o Gourmet, nota igual ou superior a 7,3 e até 10.

O café que normalmente tomamos é o tradicional, que possui uma qualidade inferior ao especial. Porque é composto pelo café arábica, mas com a incidência de defeitos.

De acordo com a Metodologia de Avaliação Sensorial da SCA 9Specialty Coffee Association), o café especial é aquele que atinge no mínimo 80 pontos, nas avaliações de: fragrância, aromas, uniformidade, ausência de defeitos, doçura, sabor, acidez, corpo, finalização, harmonia e conceito final.

Ele é um café mais selecionado, por possuir, os grãos com alta qualidade. Ele é um produto diferenciado, valorizado de acordo com a sua escassez, qualidade e marketing.

São também conhecidos como portadores de um elevado potencial sensorial. Estão dentro desse rol, os cafés orgânicos, os descafeinados, e todos os tipos que apresentam preocupações de ordem social e ambiental.

Os cafés finos, em sua maioria, são exportados para os Estados Unidos, Europa e Japão. Nesses locais o consumidor pode pagar mais pelo produto. Esse mercado é recente, começou a ganhar expressão nos últimos 15 anos. Mas trata-se de um segmento expressivo. Para se ter uma ideia, ele representa hoje cerca de 12% do mercado internacional da bebida. 

Os cafés especiais também são encontrados cada vez mais nas cafeterias brasileiras. Basta procurar.

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