Chás: O poder das ervas

Chás: O poder das ervas
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Pensando no consumo mundial dos chás, os pesquisadores do mundo inteiro desenvolvem os mais diversos estudos para comprovarem a sua eficácia na saúde, e a presença de vitaminas e minerais.
Entre elas está a pesquisa realizada pelo King’s College de Londres. Ela afirma que beber uma xícara de chá por dia reduz em 44% o risco de infarto.
Segundo os pesquisadores, os benefícios vêm das substâncias encontradas na bebida, como os flavonoides, que são antioxidantes e auxiliam no combate às doenças cardiovasculares.

“O chá verde é até o momento o mais estudado no mundo ocidental, devido principalmente à sua ação termogênica, mas suas propriedades vão além. Ele tem ação antioxidante, vasodilatadora e anti-inflamatória pela presença de substâncias chamadas polifenóis e flavonoides”, exemplifica a nutricionista Andréia Guarnieri.
Na opinião de John Folts, especialista no estudo de flavonoides no coração da Universidade de Winsconsin beber uma xícara pode ser pouco, pois pesquisas em cachorros mostraram que seriam necessárias seis.
Entretanto, a revista médica “American Journal of Clinical Nutrition”dos Estados Unidos publicou uma pesquisa holandesa, que acompanhou o consumo de 1,5 xícara de chá preto por dia em 4.807 em adultos por sete anos e constatou a diminuição pela metade dos riscos de infarto do miocárdio, isso pela presença dos maravilhosos flavonoides.

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Antioxidantes

Atualmente, os pesquisadores descobriram que, os chás contêm centenas de compostos, incluindo vários flavonoides, um tipo de substância química com poderosas propriedades antioxidantes. “Os flavonoides e polifenóis melhoram a circulação devido à uma ação vasodilatora, promovendo uma maior elasticidade da pele, reduzindo o ressecamento e a descamação. Vale lembrar que seu consumo não está recomendado para mulheres grávidas, crianças e pessoas com hipertensão”, aconselha a nutricionista.  
Andréia explica que o chá verde também possui um fitonutriente da família dos polifenóis chamado Epigalocatequina galato. “É a substância que lhe confere ação antioxidante, mais potente do que as vitaminas C e E”, lembra a nutricionista.

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Não só elas, mas a presença das catequinas, que é uma subclasse de flavonoides,
Responsáveis pelo sabor e diversos outros benefícios da bebida. “Para manter sua função terapêutica, cada chá deve ser preparado de forma específica. Por exemplo, o chá de tomilho deve ser macerado, já o chá de sálvia deve passar pelo processo de tisana”, explica Patrícia Cruz, nutricionista.
Uma menor ou maior concentração desses compostos na bebida depende do processamento das folhas.

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Para preparar o chá preto, as folhas secas são esmagadas para liberar as enzimas, que reagem com as catequinas durante algumas horas, para produzir as alterações na cor e no sabor.
Já o chá verde, não passa por esse processo. Ele é colocado no vapor para interromper qualquer atividade enzimática.
No dia a dia, os chás podem ser utilizados como estimulantes, pois apresentam cafeína, além de fornecerem carboidratos simples se forem ingeridos com açúcar ou mel.
A hidratação pode ser feita a base de chás também, porém há de ser levado em consideração tipo de desgaste e o cotidiano de cada pessoa.

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As pesquisas

Existem diversos estudos específicos sobre os aspectos positivos dos chás para a saúde.
Doenças cardíacas: Os oxidantes presentes no chá podem explicar porque as pessoas que o bebem tem menor probabilidade de morrer de ataques cardíacos. Os antioxidantes previnem a oxidação do colesterol, ao não permitir que grudem nas paredes das artérias.
Derrame: Um estudo verificou que o risco de sofrer um derrame foi reduzido em aproximadamente 70% dos homens que bebiam cinco xícaras de chá preto por dia. Outro, o de que o risco era reduzido em 45%, em homens e mulheres, que bebiam uma ou mais xícaras de chá por dia. Os flavonoides podem proteger contra os derrames.

Como fazer


Tisana: quando a água começa a ferver é adicionado a erva. Ferve-se por mais alguns instantes e o líquido fica em repouso, depois coa-se.
Infusão: neste chá, a erva não sofre cozimento. Coloca-se a água fervida sobre a erva e o líquido permanece em repouso e depois coado.
Decocção: este método é indicado para ervas que exigem cozimento mais demorado para que suas substâncias sejam ativadas.
Maceração: a erva fica de molho por 10 a 12 horas em água fria (folhas, flores e sementes) e 16 a 18 horas (hastes, cascas e raízes). Passando este tempo o chá está pronto.

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Os cuidados

O chá não deve ser guardado por muito tempo. Um ano após ter sido colhido, atinge o máximo em aroma, mas em seguida começa a perdê-lo.
O chá pode ser servido de várias maneiras: a infusão pura; com açúcar, com um pouco de limão (pedaços ou suco), com leite, com mel ou com bebidas alcoólicas (rum, conhaque, uísque). Pode ser usado gelado como refresco.

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Cada erva uma função

Segundo a nutricionista, as ervas escolhidas para confeccionar os chás, geralmente apresentam qualidades terapêuticas, que visam melhorar no tratamento de algumas doenças e/ou prevenção. Mas, a nutricionista ressalta, que não há comprovação científica de que os chás, pelo menos não todos, sejam seguros durante a gestação. Alguns são contraindicados para as gestantes, crianças e hipertensos. O ideal é consultar o médico, nesses casos.

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As ervas mais indicadas


As ervas mais utilizadas para confecção de um bom chá são:
Erva-cidreira: É utilizada para problemas gástricos, gases, resfriados, tosse, vertigens e dor de dente
Camomila: Combate dor de estômago, diarréia, náuseas, inflamações da boca e vermes. Ela contém vitamina C, mucilagens e colina, e também os taninos e os compostos fenólicos como os flavonoides. “Esse chá apresenta ação antioxidante, por isso seu uso oral também é bastante recomendado. É fonte de uma substância chamada apigenina, que tem ação calmante, sedativa e ansiolítica”, lembra Andréia.
Erva doce: Combate gases, diarreia, cólicas, também estimula o apetite. “O óleo de Erva Doce pode aumentar os níveis de estrogênio, estimulando sangramento menstrual. Há muitos fitoterápicos que são contraindicados neste período da vida reprodutiva”, explica a nutricionista.
Tomilho: Combate as doenças das vias respiratórias,
Sálvia: Combate má digestão, gengivite, mau hálito, tosse, asma e catarro,
Alecrim: Alivia os gases e as cólicas,
Dente de leão: É ligeiramente diurético e pode reduzir o inchaço da pré-menstruação. “O chá de dente-de-Leão, não está contraindicado na gravidez, no entanto, seu uso só deve ser feito sob orientação médica, e também com controle de quantidades”, aconselha a nutricionista.
Flor de framboesa: Alivia as cólicas menstruais,
Flor de lavanda: É um sedativo leve,
Flor de sabugueiro: É usado contra o resfriado e estimulante,
Hortelã: Estimula a digestão. “As folhas são fontes de vitaminas como a A, B e C, sais minerais como ferro, cálcio e potássio”, indica a nutricionista.  
Rosa Mosqueta: Rico em vitamina C,
Tomilho: Alivia congestões pulmonares,
Urtiga: Trata artrite, gota.
O chá branco: Assim como o chá verde, ele também tem polifenóis (catequinas) com ação antioxidante. A planta não passa por fermentação e por isso conta com a ação antioxidante, porém com menor quantidade de cafeína em comparação ao chá verde. “Contém vitaminas K, B1 e B12; manganês e potássio que contribuem junto com a ação antioxidante para o retardo do envelhecimento da pele”, diz Andréia.                          

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Fontes:
Vida saudável; ervas medicinais um guia saudável para cuidar de sua saúde, Andrew Chevallier, Publifolha.
Plantas que ajudam o homem: guia prático para a época atual, Dr. José Caribe e Dr. José Maria Campos, editora cultrix pensamento.

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